Desde fevereiro/2026, a Receita Federal regulamentou o uso de Inteligência Artificial para apoiar a análise de informações fiscais e a seleção de casos com possíveis irregularidades. A tecnologia cruza movimentações financeiras, declarações, notas fiscais e dados patrimoniais enviados legalmente por bancos, empresas, cartórios e outros órgãos.

 

A IA avalia um grande volume de dados fiscais e identifica possíveis irregularidades com rapidez, auxiliando os auditores fiscais, detectando: 1) renda incompatível com os valores movimentados; 2) bens não declarados; 3) crescimento patrimonial sem origem comprovada; 4) divergências em documentos fiscais; e 5) uso indevido de créditos tributários e benefícios fiscais.

 

Segundo a Receita Federal, as autuações por irregularidades realizadas em 2025 somaram R$ 233 bilhões. Por isso, o investimento em ferramentas capazes de acelerar o cruzamento de informações e tornar a fiscalização mais eficiente.

 

Apesar da tecnologia auxiliar no levantamento e confronto das informações, identificando riscos e apontando possíveis inconsistências, a decisão final continua sendo tomada pelos auditores fiscais, que poderão responder administrativamente pelo uso inadequado da ferramenta.

 

Todas as análises realizadas com apoio da tecnologia devem ser rastreáveis, tornando possível realizar auditorias sempre que necessário e mantendo a supervisão humana do seu uso.

 

Por fim, é importante que as empresas mantenham as informações fiscais regulares e organizadas, conservem os comprovantes e documentos pertinentes, corrijam possíveis erros e contem com assessoria jurídica adequada.

 

Fonte: Fenafisco e IG

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