Essa medida visa diretamente a China, que lidera fabricação desse tipo de robô, com participação em 85% do mercado. O anúncio ocorre pouco antes da visita do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos, que ocorrerá em setembro.
A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) anunciou a proibição da importação de novos robôs humanoides e inversores de energia fabricados fora do país, alegando riscos à segurança cibernética e outros riscos à segurança nacional (citando preocupações com espionagem, vigilância e coleta de dados).
As proibições seguem uma série de restrições dos EUA às importações de produtos chineses, incluindo drones. Os EUA também estão avaliando a possibilidade de impor controles ao uso de modelos de inteligência artificial de código aberto chineses, em um momento em que a IA chinesa está ganhando terreno rapidamente.
O Ministério das Relações Exteriores da China reagiu à medida dos EUA, acusando Washington de extrapolar o conceito de segurança nacional para reprimir empresas chinesas.
Segundo a consultoria Omdia, as empresas chinesas Unitree e AGIBOT venderam ao todo 10 mil robôs humanoides para o exterior em 2025, enquanto as exportações dos EUA permanecem na casa das centenas de unidades.
Nos Estados Unidos, empresas como a Figure AI já utilizam robôs humanoides em linhas de produção. A Tesla pretende iniciar neste ano a fabricação de seu robô Optimus.
Fonte: CBN e UOL




